Vivendo o Tempo
Todo homem é artista. Alguns se esquecem por se prenderem a níveis elevados de realidade. O que eles não sabem é que no limite da realidade só há arte. Esse blog é uma moradia da arte. Aqui a arte circula livre para ser sentida.



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Feliz dia do amigo!


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No retorno do Sport após a Copa do Mundo, Neto Baiano acerta um chute de 46m e faz um golaço! O Leão chega ao 2º lugar no Campeonato Brasileiro.

Campeonato Brasileiro 2014

Sport 1x0 Botafogo

Neto Baiano - 43 min - Sport

Público: 19.530


Há 5 dias 0 notas ·
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Naquele domingo, haviam 74.738 pessoas no Maracanã. Não eram 220.000 como em 1950, mas o motivo era o mesmo, era a final da Copa do Mundo. É verdade que dessa vez o Brasil não estava lá, mas para os países que jogavam, a sensação era quase do tamanho da que queríamos sentir. A taça FIFA WORLD CUP entrou em uma caixinha que trouxe uma linda menção a caixinha de sua antecessora e quando saiu de dentro mostrou sua imponência majestosa. Pelé foi ovacionado quando apareceu nos telões do estádio. Ambas as equipes tiveram chances de ter a glória do mundo do futebol em suas mãos, mas foi ao 113 minutos, já na prorrogação, que um cruzamento da esquerda na primeira trave encontrou Mario Götze se aproximando da pequena área. Ele dominou a bola meio desajeitado no peito, chutou na saída do goleiro e se tornou herói alemão. Minutos depois, o capitão Philipp Lahm levantaria a majestosa Taça do Mundo.

A Copa do Mundo 2014 chega ao fim e o mundo tem uma nova tetracampeã, a Alemanha. A equipe venceu não só dentro como fora de campo, o que só fundamenta a ideia de que a conquista foi merecida.

As quatro melhores seleções do mundo são agora: Alemanha, Argentina, Holanda e Brasil.

De 4 em 4 anos, com o encontro promovido pela Copa do Mundo, o futebol se renova. Velha técnicas são aperfeiçoadas e dão origem a estilos novos. Dessa vez, o auge das mudanças se encontra no estilo alemão. Um 4-2-3-1. O esquema em si não é nenhuma novidade. Ela surge com o estilo de jogo ofensivo quando se está com a bola. Apesar dos passes serem em sua maioria vertical, priorizando a posse de bola (o que impede o adversário de estar criando chances), eles estão na verdade procurando uma boa situação para finalizar a jogada. A diferença pro tiki-taka é que no antigo havia um toque de bola ainda maior porque preferia valorizar a posse de bola ainda mais e só finalizar a jogada em uma situação claríssima de gol. Contudo, a grande façanha do novo estilo é o sistema defensivo. É incrível como os jogadores estão atrás da linha da bola, os volantes extremamente próximos dos zagueiros e o sistema bem compacto. Quando sofre um contra-ataque, o goleiro pode chegar a atuar como um líbero para acabar com jogadas perigosíssimas. Além do jogo dentro de campo, os alemães esbanjaram simpatia e humildade. Tenha sido na vizinhança onde estiveram durante a Copa ou após grandes vitórias. Outro destaque que merece ser mencionado é o grande trabalho da Federação Alemã de Futebol. Ela parece ter feito um projeto a longo prazo, diferente do que acontece na maioria das vezes no futebol, e um exemplo mais prático está no fato de manter o técnico Joachim Löw por tanto tempo. Se não houvesse essa nova mentalidade, o técnico mesmo sendo bom (muito melhor que bom na verdade, afinal não é qualquer técnico que consegue levar um time ao título da Copa do Mundo) já estaria fora do cargo desde a perda do primeiro campeonato. Entre os jogadores, outro fato curioso é a não existência de um jogador excepcional. O time é composto por excelentes jogadores, todos bem acima da média, e com reservas a altura para substituições de acordo com cada partida, mas não existe nenhum excepcional. Contudo, na final houve um grande herói e ele se chama Mario Götze. Afinal, ele fez o gol do título, aos 113 minutos de jogo. Manuel Neuer ganhou ainda a merecida Luva de Ouro adidas, entregue ao melhor goleiro da competição. Depois, coube ao capitão Philipp Lahm levantar um dos troféus mais lindos de todos os tempos, a FIFA WORLD CUP (nessa final, a taça entrou em campo nas mãos do jogador Carles Puyol, que foi campeão em 2010 pela Espanha. A necessidade de um campeão mundial entrar com a taça vem do fato de apenas jogadores que já ganharam a Copa do Mundo poderem tocá-la).

O 2º lugar ficou para a Argentina. Nossos rivais chegaram entusiasmados no Brasil. Cantavam a todo momento sua nova musiquinha: “Brasil, decime qué se siente, tener en casa tu papá. Te juro que aunque pasen los años nunca nos vamos a olvidar que el Diego te gambeteó, que Cani te vacunó. Estás llorando desde Italia hasta hoy. A Messi lo vas a ver, la Copa nos va a traer. Maradona es más grande que Pelé”, mas a verdade é que agora dizemos: “Decime qué se siente ahora!" Os argentinos esqueceram alguns valores míticos do futebol, como uma velha frase que diz: "Quem não faz [gol], leva [gol]". Desperdiçou pelo menos 3 chances claríssimas de abrir o placar o placar na final, mas desperdiçou feiamente todas as três. Lionel Messi ainda levou a Bola de Ouro adidas, entregue ao melhor jogador da competição, mas como muitos disseram, ele não parecia merecer aquele prêmio. Quem mais parecia merecer era algum jogador alemão e talvez o capitão, por simbolizar todo o time de excelentes jogadores, devesse ficar com esse prêmio.

A Holanda ficou em 3º lugar. Talvez não tenha ido mais adiante por ter se defendido muito nas semifinais e não ter dado a oportunidade do goleiro Tim Krul entrar para a decisão por pênaltis. Robben sai da Copa como o grande astro do time e se firma ainda mais como um dos melhores jogadores do mundo da atualidade.

O Brasil acaba em 4º lugar, mas o gosto dessa posição é imensuravelmente amargo. A expectativa era enorme para ser campeão em casa, mas nas duas últimas partidas da competição, a equipe tomou 10 gols! O que parecia ser um robusto sistema defensivo caiu feio diante da Alemanha e caiu mais uma vez contra a Holanda. Precisamos melhorar muito o sistema defensivo. Na parte ofensiva, a verdade é que estávamos dependendo demais de um ou outro jogador e isso tornou o ataque fraco. O Brasil tem jogadores habilidosíssimos, e montar um esquema com os melhores talvez tivesse tido mais resultado, contudo, só poderemos saber isso daqui a 4 anos.

Dentro de campo, a Copa do Mundo começou com partidas repletas de viradas e cheias de gol. Se cogitou inclusive que o incrível recorde de média de gols da Copa do Mundo de 1954 fosse atingido, mas isso não aconteceu. Apesar disso, essa Copa teve também os incríveis 171 gols da Copa do Mundo de 1998. O vencedor da Chuteira de Ouro adidas, entregue para o artilheiro da competição, foi o habilidoso James Rodríguez da Seleção da Colômbia. A segunda rodada diminuiu a intensidade de gols, assim como a terceira. As fases de mata-mata foram repletas de empates, com partidas sendo decididas com gols heroicos na prorrogação ou então com goleiros que se tornaram heróis nos pênaltis. Lógico que houveram algumas exceções. Entretanto, com tudo o que foi visto, se existe uma palavra pra descrever essa Copa do Mundo, essa palavrar é: emocionante. Afinal, essa palavrar é capaz de descrever quase todos os jogos do mundial. Enquanto Seleções surpreenderam o mundo com um desempenho bem acima do esperado, seleções que carregam um certo favoritismo saíram da competição de forma inesperada. Se dentro de campo, apesar do futebol ter sido excelente como já foi dito, as coisas não tiveram o desfecho que esperávamos, fora de campo o desfecho foi bem melhor. O caos que se enunciava antes da Copa, nem de perto apareceu. Pelo contrário, o que se viu foi a maior festa das torcidas em um Copa do Mundo. Haviam tantos torcedores estrangeiros, que existiam momentos em que se houvia mais uma língua estrangeira do que o português. Nas cidades sedes, repletas de lindas paisagens, houveram incontáveis confraternizações e o pedido de que houvesse Copa do Mundo todo ano e que toda Copa fosse no Brasil foi emitido inúmeras vezes. É! Somos o país do futebol! Hinos foram cantados a plenos pulmões, como o lindo Hino Brasileiro, ouviu-se ainda a bela melodia do Hino da França, assim como a do Hino da Alemanha. Lógico que houveram problemas, mas a maioria foi causado pelos próprios estrangeiros. Da nossa parte, houveram protestos, mas deve-se lembrar que não é um erro protestar, vivemos em uma democracia.

Assim acabou a Copa do Mundo 2014. O que eu vi, dificilmente esquecerei. O tempo algum dia, talvez faça isso, mas que se saúde eu tiver, que ele demore bem muito para fazer. Ao anjo que conseguiu o ingresso um dia antes do jogo para eu assistir uma partida de Copa do Mundo no estádio, vai o meu infinito obrigado. Talvez aquele anjo jamais tenha a dimensão do que significou aquele momento para mim, mas que ela saiba que não há medidas para descrever. O futebol está na alma de algumas pessoas e elas são realmente capazes de sentir o futebol. A Copa do Mundo é o campeonato máximo do futebol. O que falar então de uma Copa do Mundo em casa? Bem, isso é o melhor que eu posso dizer.

LHDS


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“Como a maioria dos sofrimentos esse começou com uma aparente felicidade.”
A Menina Que Roubava Livros. (via retaliador)

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“Quando a gente conversa contando casos, besteiras, tanta coisa em comum, deixando escapar segredos e eu não sei que hora dizer. Me dá um medo, que medo. Eu preciso dizer que eu te amo, te ganhar ou perder sem engano. E eu preciso dizer que eu te amo, tanto. E até o tempo passa arrastado só pra eu ficar do teu lado. Você me chora dores de outro amor, se abre e acaba comigo e nessa novela eu não quero, ser teu amigo. Eu preciso dizer que eu te amo, te ganhar ou perder sem engano. E eu preciso dizer que eu te amo, tanto. Eu já nem sei se eu tô misturando. Eu perco o sono lembrando cada riso teu. Qualquer bandeira fechando e abrindo a geladeira a noite inteira. Eu preciso dizer que eu te amo, te ganhar ou perder sem engano. E eu preciso dizer que eu te amo, tanto.”
Cazuza.  (via umadoce-poesia)

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“Por que choram ‘hermanitos’?
Pelé tem mais títulos que a Argentina toda?
Mais grande não existe, o correto é melhor.
Agora mostrem que aprenderam: Pelé é melhor que Maradona!
Podem ‘llorar’, podem ‘llorar’
Afinal, afinal, afinal…
O CHORO É LIVRE!”

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O brilho de ouro é inigualável e o saltar dos traços de malaquita terminam por dar uma grande imponência física ao FIFA WORLD CUP. Cabe então às duas figuras de traçado elegante e o globo terrestre que é sustentado por elas, a menção a todas as sensações que a glória de vencer o difícil campeonato mundial representa.

O futebol chega ao seu momento máximo com a final da Copa do Mundo e a emoção da conquista do campeonato mundial é o principal motivo disso. Desde 1930 essa partida é capaz de transformar jogadores em heróis nacionais que conseguem se fundir à história.

Em 19 edições do torneio, 8 países conseguiram a honra de levantar o troféu do Campeonato Mundial, tendo sido 10 conquistas europeias e 9 sul-americanas. Se um europeu ganhar hoje a partida, será a primeira vez que será aberta uma vantagem de 2 conquistas e também pela primeira vez um continente conseguirá vencer por 3 vezes consecutivas.

A final só não aconteceu oficialmente na Copa do Mundo de 1950, que foi a primeira vez que o Brasil sediou o torneio. Isso porque o título naquele ano seria resolvido em um sistema de pontos corridos entre quatro equipes que se classificaram para a rodada final. Contudo, por sorte ou azar, o último jogo dessa rodada final foi entre as duas equipes que podiam conquistar o título. Assim, aquele jogo não deixou de ser uma final e naquele dia no Maracanã foi registrado o maior público da Copa do Mundo, oficialmente 173.850, mas muita gente afirma que havia mais de 200.000 pessoas e um ex-presidente da FIFA afirmou ter havido em torno de 220.000.

Somente 4 seleções chegaram à final do Campeonato Mundial e nunca venceram. São elas: Holanda, Tchecoslováquia, Hungria e Suécia. Sendo a Holanda em 1974, 1978 e 2010. Tchecoslováquia em 1934 e 1962. Hungria em 1938 e 1954. Suécia em 1958.

Os 8 vencedores da Copa do Mundo são: Brasil (5 vezes campeão: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), Itália (4 vezes campeã: 1934, 1938, 1982, 2006), Alemanha (3 vezes campeã: 1954, 1974, 1990), Uruguai (2 vezes campeão: 1930, 1950), Argentina (2 vezes campeã: 1978, 1986), Inglaterra (1 vez campeã: 1966), França (1 vez campeã: 1998) e Espanha (1 vez campeã: 1966).

Alemanha x Argentina farão a final da Copa do Mundo 2014. A final dessa 20ª edição será entre a maior rivalidade das finais, visto que esse será o terceiro duelo entre essas duas seleções. Em 1986, a Argentina tinha Maradona. Ele dominou aquela Copa e na final não foi diferente, com uma marcação fortíssima, precisou apenas de uma brecha aos 84 minutos pra dar uma assistência incrível para Jorge Burruchaga fazer o gol do título contra a Alemanha.  Na Copa seguinte, mais uma vez as duas equipes chegaram a final. Em um jogo de mais raça que técnica, a Argentina teve um jogador expulso e aos 85 minutos do segundo tempo a Alemanha teve um pênalti. O goleiro argentino Goycochea já havia defendido 4 cobranças naquela competição. Apesar de ter acertado o canto, o goleiro não alcançou o chute de Brehme e Lothar Matthäus levantou a taça para os alemães.

A Alemanha chega como grande favorita. Apesar de ter feito alguns jogos muito abaixo do esperado e quase ter ficado pelo meio do caminho contra adversários não tão conhecidos assim, goleou Portugal por 4x0, venceu bem a França por 1x0 , sobrou em campo e goleou o Brasil por 7x1. Talvez, uma explicação para esses altos e baixos sejam estilos de jogo. Os alemães jogam ofensivamente e tem uma excelente defesa. Quando pegou adversários que jogaram atrás, a Alemanha teve as dificuldades. Contudo, contra times ofensivos ela fez a festa. Até se tenta falar dos craques do time, mas é impossível. A cada jogo que passa se tem mais a sensação que cada jogador do time pode ser considerado um grande craque, então os craques do time é o time em si, extremamente eficiente. Se precisar defender bem, ele vai defender ótimo, se precisar atacar bem, ele vai atacar ótimo. O toque de bola é a chave do estilo de jogo. Para não deixar de falar do nome de um jogador sequer, falemos do capitão Philip Lahm. Talvez ele seja o que melhor represente o espírito do time. Um time assim, é claro que tem um grande técnico e o dessa seleção é Joachim Löw. Além disso, parece que a Alemanha vai além e tem sua verdadeira base na sua federação de futebol. Esperamos que a Alemanha não caia no seu grande adversário histórico, ela mesmo.

Não se sabe como a Argentina chegou à final, apesar de estar entre as 5 favoritas ao título no início da competição. Pensando um pouco melhor, talvez se saiba como. A resposta à essa dúvida é Lionel Messi. Apesar de não estar sendo genial, ele foi extremamente decisivo. As jogadas de ataque tem sempre nele a grande esperança. Outros heróis surgiram na caminhada, dentre eles Javier Mascherano, que representa a raça argentina e que vem se mostrando também um excelente controlador de ritmo de jogo, tocando bastante a bola no meio de campo quando é necessário. O último grande herói foi o goleiro Romero. Deixando de ser um goleiro cabeludo e estabanado de edições anteriores, ele mostra ter melhorado bastante. Tem em saídas aéreas do gol um ponto forte e se tornou herói na disputa de pênaltis ao defender duas cobranças nas semifinais. A dúvida argentina é se Ángel Di Maria, jogador habilidoso que pode ajudar muito Messi no ataque estará apto a jogo. Nenhuma seleção chega a a final sem um grande técnico e o da Argentina é Alejandro Sabella. Se a Mão de deus ajudou os argentinos em 1986, a intervenção do Papa Francisco deve estar agindo agora em 2014. A bola na trave da Suíça aos 120 minutos e ela voltar, bater de volta no suíço e sair…

A rivalidade entre Brasil e Argentina é longa. Os argentinos invadiram o Brasil com a possibilidade de se tornarem campeões depois de 28 anos. Não param de cantar: “Brasil, decime qué se siente, tener en casa tu papá. Te juro que aunque pasen los años nunca nos vamos a olvidar que el Diego te gambeteó, que Cani te vacunó. Estás llorando desde Italia hasta hoy. A Messi lo vas a ver, la Copa nos va a traer. Maradona es más grande que Pelé.” A razão até nos colocaria à torcer por alguém específico, pensando em nossa Seleção Brasileira e o lugar que vivemos, mas futebol não tem razão, é emoção. Torceremos para que nada alvi-celeste dê certo hoje dentro de campo.

Até 1970, o ganhador da Copa do Mundo recebia o belíssimo troféu Victoire aux Ailes d’Or que ficou mais conhecido a partir de 1950 como Taça Jules Rimet, em homenagem ao presidente fundador da Copa do Mundo de mesmo nome. Desde então, o campeão recebe a também belíssima taça FIFA WORLD CUP.

Hoje, haverá mais que um jogo. Haverá a chance de homens se fundirem a história e nelas se tornarem eternos ainda na Terra.

LHDS


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Gol do Século, 1986.

A Argentina já havia sido campeã do mundo em casa em 1978, mas foi em 1986 que ela viveu seu melhor momento e tudo isso por causa de Maradona. Poucos jogadores conseguem dominar uma Copa do Mundo e pouquíssimos foram tão geniais fazendo isso. Parecia que ele sabia sempre a melhor jogada a ser feita quando pegava a bola.

No vídeo, um gênio pintando sua mais linda obra de arte. Ela ganhou a votação do Gol do Século da FIFA. A narração ganha legendas para mostrar de uma forma melhor porque aquele ano pareceu ainda melhor que 78 para os argentinos.


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Aí você se estica e aquela sensação prazerosa domina o seu corpo.


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© absint4
Modificado com autorização por lhds